Sarcófago, por Mário Marinato

50 Semanas de Rock - James Brown

Get Up e I Feel Good: a isso se resume o que de interessante ouvi de James Brown, o nome da vez nas 50 semanas de rock. Graças à falta de tempo por causa das obras da casa e da pós graduação, mal tive tempo de baixar músicas dele e de ouvir as poucas que consegui.

Nem mesmo estas que são as mais famosas agradaram muito. Depois de cinco minutos ouvindo, enjoa.

***


Veja a lista das bandas que fazem parte das 50 semanas

Constatação II

Infelizmente, a pós não está me agradando.

Constatação

O óleo ungido é a água benta dos crentes.

A Corregedoria é Linda: R$ 14,00 a Mais é Pouco

(A minha saída do cartório fez tão bem para o meu humor que acabei esquecendo da série de artigos sobre a Corregedoria: em abril não postei nada. Volto hoje com a série)

Recentemente, no dia 18/01/2008, foi publicado no Diário Oficial do Rio de Janeiro, Parte III, um parecer, assinado por um Juiz de Direito Auxiliar da Corregedoria do Rio de Janeiro. Neste parecer ele julga válida a idéia de distribuir todas as procurações lavradas nos cartórios do Rio de Janeiro.

Grossamente falando, distribuir significa cadastrar no fórum as procurações feitas nos cartórios. Assim, nas cidades onde há dezenas de cartórios, é possível descobrir onde uma procuração foi lavrada fazendo uma simples pesquisa no fórum, e até mesmo saber se há uma procuração feita por alguém em algum cartório.

Só que isso não é de graça, claro. E quem paga os custos extras da distribuição? O consumidor, sempre ele! Vejam então, sem tirar nem pôr, as palavras do Exmo. Sr. Dr. Juiz, retiradas da página 61 da citada edição do Diário Oficial:

"Por outro lado, a exigência da distribuição representa acréscimo de, no máximo, R$14,06 no preço final de uma procuração, o que se afigura razoável diante dos benefícios que a medida traria para a sociedade em geral. Não há que se olvidar que a medida também produz impacto positivo no Fundo Especial do Tribunal de Justiça, representando um acréscimo na receita do mesmo."

Ou seja: "oras, para a população não custa nada pagar mais R$ 14,06 por uma procuração, e pra gente é bom porque entra uma graninha extra". Lembrando que os gastos para lavrar uma procuração estão em torno de R$ 35,00, incluindo as autenticações que devem ser feitas, este acréscimo leva as procurações para o patamar dos R$ 50,00.

Ao final do parecer, o Juiz sugere o encaminhamento de projeto de lei para que a distribuição das procurações, e o eventual acréscimo de R$ 14,06, passem a ser obrigatórios.

A Corregedoria não é linda?

Se quiser conferir, clique aqui para fazer o download da página do diário

***


Leia outros artigos da série A Corregedoria é Linda:
A Palestra
A Qualidade do Site
A Troca de Endereço do Site
O Suporte Técnico

50 Semanas de Rock - Genesis

Infelizmente, esta não foi uma semana muito produtiva para mim. Embalada no feriadão dos dias 21/23, junto com o feriado do dia primeiro, só tive condições de baixar um cd do Genesis - o Nursery Crime - e não tive muito tempo para ouvir.

Do pouco que ouvi, me pareceu ser uma banda interessante. Só por ter Phil Collins na sua formação já serve para ela ganhar uns pontos a favor. Quem sabe no futuro eu venha a conhecer um pouco mais deles.

***


Conheça a lista de bandas que fazem parte das 50 semanas

A Angústia da Solidão

Omar foi um dos meus melhores amigos. Nós nos conhecemos quando estudei com seu filho num curso de inglês, e acabei algum tempo depois me tornando um de seus alunos naquele mesmo curso. Mesmo depois dele ter saído do curso nós mantivemos estreitos nossos laços de amizade. Eu sempre costumava visitá-lo para ouvirmos músicas ou para simplesmente bater papo. Quis o destino que acabássemos trabalhando juntos, quando, através de uma bendita indicação dele próprio, fui ralar ao lado dele no cartório onde estive até março passado.

E ao mesmo passo em que proporcionou alguns dos momentos mais divertidos e memoráveis da minha vida, Omar tem certa responsabilidade sobre um dos meus dias de maior sofrimento, que dificilmente será superado.

Tudo começou no início de 2007, quando ele passou se sentir mal durante o trabalho no cartório e deixou de ir trabalhar durante o dia. Ele ia para lá apenas à noite, quando podia parar e descansar tranqüilamente quando não se sentisse bem. Infelizmente as coisas foram só piorando, até que chegamos àquele fatídico dia.

Assim que o cartório abriu, seu pai, que também trabalhava com a gente, recebeu uma ligação e teve que sair às pressas. Pouco tempo depois ele me ligou chorando desesperado, dizendo que Omar tinha morrido. Até hoje eu procuro o chão sob os meus pés.

Larguei o serviço como estava e consegui uma carona para o hospital. Chegando lá encontrei com o seu pai aos prantos, e descobri algo que tornava aquele dia ainda mais cruel.

- É meu aniversário hoje, Mário, eu não merecia esse presente!

Dali em diante não desgrudei dele. Fiquei ao seu lado durante o tempo em que ficamos no hospital, depois na casa de sua irmã, em seguida em sua casa, então no velório e finalmente durante o enterro. A qualquer momento, eu era sua sombra. Eu não conseguia fazer outra coisa, pois também o tenho como um dos meus grandes amigos.

Apesar de ter plena consciência de que faria tudo de novo se preciso fosse, tenho a mais absoluta certeza de que ficar ao lado dele o tempo todo foi um de meus maiores erros. Isso foi um erro porque eu não pude chorar.

Vejam bem, eu não tinha perdido apenas um colega de trabalho, com quem eu tinha convivido pouco tempo. Eu tinha perdido, como já disse, um grande Amigo, com quem eu já tinha compartilhado bons momentos e de quem eu já tinha aprendido boas lições, e daí que não poder chorar, não poder extravasar, só me fez mal.

Eu vi que tinha que manter firme, sem demonstrar minha tristeza, porque todo meu sofrimento era nada perto da dor daquele pai que tinha acabado de perder seu único filho justamente no dia do seu aniversário. Por isso engoli a seco toda a tristeza que sentia.

Já à noitinha, quando o filho de Omar me deixou em casa, depois do enterro, eu me vi, então, completamente só. A tia com quem moro estava viajando e a casa estava completamente pura, com aquele vazio denso que só os momentos tristes conseguem produzir.

Ligar para minha tia e contar a ela que Omar tinha morrido me causou uma dor física que não imaginei ser possível sentir. A angústia me dava um nó na garganta que me impedia de falar direito e até mesmo chorar. Só mesmo quando Sueli chegou é que consegui extravasar tudo o que tinha contido durante todo aquele dia negro.

Hoje, quando o calendário marca um ano de sua morte, só tenho a pedir a Deus é que Ele tire de meu caminho uma angústia como aquela.